Escrito por Paulo em 03/12/2008 – 10:42
Na reportagem de Bárbara Ladeia do Diário do Grande ABC são analisados os números de criação de empresas no grande ABC entre 2001 e 2007.
Enquanto o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) anuncia crescimento no número de empresas encerradas entre 2000 e 2006, o Grande ABC mostra motivos para comemoração. A região teve forte desempenho no período e mostrou-se mais resistente que a média nacional.
“Temos algumas especificidades na região que permitem que o Grande ABC não tenha o mesmo comportamento econômico que o resto do País.”A afirmação é do sociólogo do Observatório Econômico, Paulo Henrique da Silva, que lembra a importância da atividade industrial na região. “Enquanto 2006 foi um ano muito fraco para o Brasil, no Grande ABC não tivemos desaceleração na criação de novas empresas. No período, mantivemos a taxa de crescimento na quantidade de empreendimentos em 4% ao ano.”
A diferença se justifica pela complexidade da economia local. A forte presença de indústrias vem ganhando o apoio dos setores comerciais e de serviços. “A base da economia aqui é de indústria, mas o crescimento do setor eleva a renda do trabalhador e com isso força o crescimento do comércio, uma vez que aumenta o consumo”, explica o sociólogo. Conforme levantamento do Observatório Econômico, o setor de comércio foi responsável por 47% das aberturas de novas empresas entre 2001 e 2006. “É muito mais fácil o comércio crescer onde há indústrias.”